Quem somos nós

A Ecohabitat é um escritório de arquitetura em Florianópolis-SC que desenvolve projetos e promove consultorias na área de construções sustentáveis. Seu objetivo é difundir a arquitetura ecológica e saúdável, encontrando as melhores soluções práticas para cada caso.
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  • Parede de quê? | terça-feira, 27 outubro, 2009

    A primeira dúvida de nossos clientes que querem construir de forma mais sustententável é: mas e as paredes, vão ser de quê?

    Realmente, as paredes, apesar de ser um item barato na obra, são o maior volume de material e definem muita coisa num projeto.

    Para esta pergunta, temos várias respostas, aqui estão algumas sugestões mais sustentáveis para ajudar:

    - Paredes de solo-cimento;

    - Paredes de adobe;

    - Paredes de pau a pique (já existem construções modernas lindas com essa antiga técnica);

    - Parede de pedra;

    - Parede de madeira certificada;

    - Parede de tijolo de demolição;

    - Parede de OSB (a Masisa fornece OSB com certificado de baixa emissão de formaldeído);

    - Parede de chapas de madeira mineralizada Climatex;

    - Parede de bambu;

    - Parede de fardos de palha;

    - Paredes do que a sua criatividade permitir!

    Veja algumas soluções da Casa Modelo EcoHabitat:

    Casa modelo Ecohabitat - paredes aparentes em tijolo de solo-cimento

    Casa modelo Ecohabitat - paredes aparentes em tijolo de solo-cimento

    Casa modelo EcoHabitat - parede divisória em chapas de madeira mineralizada Climatex

    Casa modelo EcoHabitat - parede divisória em chapas de madeira mineralizada Climatex

    Tags: construção sustentável, obras mais sustentáveis, paredes ecológicas, Tijolos de solo-cimento
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    Pinturas ecológicas | terça-feira, 27 outubro, 2009

    Você sabia que a pintura de nossas casas contribui para a poluição urbana?

    Sim, as tintas imobiliárias a base de resinas e solventes emitem poluentes tóxicos, chamados COVs, ou compostos orgânicos voláteis, durante a vida útil da pintura. Ou seja, em ambientes mal ventilados, os COVs da pintura das paredes, tetos e móveis, junto com fumaça de cigarro e outras emissões, podem tornar o ar interno muito prejudicial à saúde.

    Em edificações sustentáveis, pensamos em alternativas menos tóxicas. As soluções podem ser tanto o uso das antigas pinturas com cal, com argila, como tintas latex (que tem menos solvente), tintas e vernizes a base de água, tintas acrílicas “sem cheiro”.Para maiores informações, a ABRAFATI (associação brasileira dos fabricantes de tinta) pode passar uma lista dos fabricantes que possuem certificação ou produzem materiais mais sustentáveis para pintura.

    Para diminuir as emissões na casa modelo EcoHabitat utilizamos:

    • Pintura a base de cal nas paredes texturizadas internas;
    • Pintura latex PVA em todas as outras paredes, na cor branca;
    • Pintura ecológica Solum (comercializada pelo ECOCASA), feita somente com elementos naturais, para pintura externa da casa;
    • Stain Osmocolor, cuja produção tem certificação verde pela Coatings Care;
    • Resina acrílica a base de água, para impermeabilizar os tijolos de solo-cimento;
    • Esmalte a base de água, para pintura branca das madeiras e esquadrias;
    Parede em tijolo de solo cimento + reboco fino de cimento, areia e cal + pintura verde feita com cal, água, óleo de linhaça e pó xadrez

    Parede em tijolo de solo cimento + reboco fino de cimento, areia e cal + pintura verde feita com cal, água, óleo de linhaça e pó xadrez

    Aplicação da tinta ecológica na parede externa

    Aplicação da tinta ecológica na parede externa

    Tinta ecológica Solum, feita com argila e elementos naturais

    Tinta ecológica Solum, feita com argila e elementos naturais

    Casa modelo EcoHabitat com pinturas mais sustentáveis - quase pronta!

    Casa modelo EcoHabitat com pinturas mais sustentáveis - quase pronta!

    Tags: construção sustentável, pintura ecológica, Selos verdes
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    Selos verdes nacionais para construções sustentáveis | sexta-feira, 17 julho, 2009

    Depois do grande boom no mercado imobiliário “verde” e do selos que garantem a sustentabilidade do empreendimento, chegou a vez do Brasil entrar neste ramo. O selo LEED é o que vinha sendo mais procurado por aqui e até recebeu uma versão local pelo GBC Brasil, mas agora já existem alguns selos autenticamente brasileiros:

    Selo Casa Azul (Caixa Econômica)

    No segundo semestre deste ano, o banco vai divulgar o Guia do Proponente, que orienta os interessados em se candidatar ao selo. O selo será dado a projetos de empreendimentos dentro de critérios sócio-ambientais que priorizam a economia de recursos naturais e as práticas sociais.

    Esses critérios estão agrupados em seis categorias:
    - Inserção urbana
    - Projeto e conforto
    - Eficiência energética
    - Conservação de recursos materiais
    - Uso racional da água
    - Práticas sociais

    No total são 46 condições a serem cumpridas. Como existem empreendimentos habitacionais que podem não atender todas elas, o banco criou a classificação desses projetos em ouro, prata e bronze. Quem atingir pelo menos 24 critérios já recebe o selo ouro. Se cumprir no mínimo 19 condições, a empresa ganha o selo prata. Para o bronze, é necessário cumprir ao menos 14 critérios.

    Os outros selos também funcionam da mesma forma.

    seloazul-477225-foto02

    Selo Aqua

    Inspirado no selo francês HQE, o AQUA – Alta Qualidade Ambiental foi desenvolvido pelos professores da Escola Politécnica e pode ser lido na íntegra no site da GEA Construction - Global Environmental Alliance for Construction.

    O AQUA é o primeiro selo que levou em conta as especificidades do Brasil para elaborar seus 14 critérios – que avaliam a gestão ambiental das obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas. São eles:

    Eco-construção
    - relação do edifício com o seu entorno
    - escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos e
    - canteiro de obras com baixo impacto ambiental.

    Gestão
    - da energia
    - da água
    - dos resíduos de uso e operação do edifício e
    - manutenção: permanência do desempenho ambiental.

    Conforto
    - higrotérmico
    - acústico
    - visual e
    - olfativo.

    Saúde
    - qualidade sanitária dos ambientes;
    - do ar e
    - da água.

    Segundo o site da Sustentax, que garante materiais sustentáveis no Brasil, as vantagens das construções sustentáveis com selo é o valor agregado que estas possuem:

    • Riscos ambientais reduzidos;
    • Riscos sociais reduzidos;
    • Risco de pós-construção reduzido;
    • Melhor imagem junto ao mercado em expansão;
    • Melhor imagem junto aos utilizadores e consumidores finais;
    • Maior valor percebido do produto / serviço.
    Tags: Selos verdes, Sites verdes
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    Como saber se seu produto é sustentável? | sexta-feira, 10 julho, 2009

    Na verdade, produto 100% sustentável não existe, mas existem muitos pelo mercado da construção que tem muitos benefícios a oferecer e outros, muitos malefícios a esconder!

    Mas como saber se um produto é MAIS sustentável que outro?

    Alguns pensam que, produtos que se chamam “eco” ou “verdes” são, com certeza, sustentáveis, mas podem estar enganados. Como no Brasil não existem regras estabelecidas para selos verdes, muitos fabricantes criam seus selos próprios, quando acham que algo em seus produtos é mais sustentável, porém sua produção pode estar sendo prejudicial ao ambiente. Temos o exemplo do selo ISO 14000, ele não indica que o produto é sustentável e sim, que sua produção tem um sistema de gestão ambiental (pode gastar menos água/energia e/ou tratar os resíduos e emissões), mas a matéria-prima do material, seu descarte e suas emissões durante o uso na construção podem ser bastante maléficos, como é o caso do PVC e de muitas tintas do mercado…

    O material deverá ter menos impatos ambientais e sociais durante toda a sua vida útil, desde a extração na natureza, até o modo como é construído/utilizado e depois, descartado (se puder ser reutilizado ou reciclado, melhor ainda!). Para ajudar nessa difícil tarefa de escolher e analisar um produto, uma relação de categorias de impacto devem ser respeitadas:

    CATEGORIA A: Água – selecionar materiais e componentes que contribuam para o uso racional de água, ou que não comprometam os recursos hídricos;
    CATEGORIA MP: Matéria-prima – selecionar materiais e componentes com matéria-prima local, natural, com longa vida útil, de fonte certificada, com extração sem impactos, reciclada ou de reuso, de fonte renovável, sem componentes poluentes;
    CATEGORIA EN: Energia – selecionar materiais e componentes que contribuam para o uso racional de energia, que priorizem o uso de energia de fontes renováveis;
    CATEGORIA EM: Emissões – selecionar materiais e componentes que possuam baixa emissão de gases de efeito estufa, gases tóxicos ou perigosos, principalmente VOC;
    CATEGORIA RE: Resíduos – selecionar materiais e componentes cujos resíduos são atóxicos, sem POP, recicláveis, recuperados pelo fabricante, reutilizáveis ou biodegradáveis;
    CATEGORIA T: Transporte – selecionar materiais locais, diminuindo transporte de mercadorias, ou usar materiais transportados por meios de baixo impacto;
    CATEGORIA SE: Aspectos sócio-econômicos – selecionar materiais que possuam viabilidade econômica; contribuam para um ambiente saudável e seguro; possuam boa transferência tecnológica, viabilidade de industrialização e comercialização; sejam produzidos com respeito às condições humanas, com políticas empresariais de ações sociais; e que dão ênfase à economia local.

    Claro que é difícil obter todas essas informações sobre um produto, mas devemos estar mais atentos aos produtos do mercado: do que é feito, quem fabricou, de onde veio, se o material é poluente e artificial ou natural… busque o máximo de informações!
    Para ajudar mais um pouco, indicamos uma matéria da Planeta Sustentável, que indica lojas verdes que vendem produtos ecológicos, econômicos e sustentáveis: planetasustentavel
    Faça boas compras!

    Tags: Selos verdes
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    Perigos do PVC e alternativas sustentáveis para tubulações | quinta-feira, 18 junho, 2009

    A maioria não sabe, mas o uso do plástico PVC deverá ter seus dias contados. Sua produção é extremamente poluente, assim como a de todas as resinas vinílicas, utilizadas também em pisos vinílicos e alguns impermeabilizantes.

    As resinas vinílicas são todas carcinogênicas segundo a americana EPA (2008), e a exposição prolongada a estas substâncias pode causar gastrite, dermatites e problemas de fígado. Outro problema grave do PVC está na sua queima, pois pode liberar a substância mais tóxica produzida pelo homem, a Dioxina.

    Além de suas características carcinogênicas, os plásticos não-biodegradáveis como o PVC apresentam um sério problema para o lixo das grandes cidades. Por se tratar de compostos orgânicos, os componentes destes plásticos podem ocasionar um impacto sistêmico, pois suas substâncias se aderem a plantas e animais, causando doenças e morte por grandes distâncias. O PVC ainda utiliza gás cloro em sua fabricação que, quando queimado, libera ácido clorídrico, causador da chuva ácida.

    Já é comprovado que os aditivos do PVC são altamente tóxicos. A Suécia foi o primeiro país a votar, em 1995, a extinção em fases do uso do PVC. A Dinamarca introduziu um imposto de vendas do PVC em 1999, e proíbe o uso de aditivos do PVC; desde 1997 brinquedos de PVC foram banidos da Áustria, França, Grécia, México, Noruega e Suécia. 43% da matéria-prima do PVC é derivada do petróleo, 82% dos dejetos de PVC vão para o lixo, 15% é incinerado, sendo que a incineração gera substâncias tóxicas. A fabricação de PVC utiliza 8 vezes mais energia do que a madeira por exemplo (ECOHOUSE, 2007).

    Um texto pesquisado, provindo de um artigo lançado no The Institute of Science in Society, explicita de forma clara os perigos do PVC:

    A produção de PVC envolve o transporte de materiais explosivos perigosos tais como o monovinil cloreto (um carcinogênico) e gerador de lixos tóxicos, notavelmente o alcatrão dicloreto de etileno. Os resíduos de piche (ou alcatrão) contêm enormes quantidades de dioxinas que quando incinerado ou aterrado dispersa dioxina no ambiente. Numerosos aditivos são incorporados no produto de consumo, incluindo amaciadores para torná-lo flexível, metais pesados como estabilizadores das cores e fungicidas. Dioxinas são geradas durante a fabricação e aparece no descarte como lixo e algumas vezes no próprio produto. Plastificantes não ficam confinados ao plástico e podem lixiviar depois de algum tempo. Os plastificantes presentes nos pavimentos de vinil evaporam ficando em suspensão nos ambientes dos prédios. O mais comum deles é o ftalato DEHP (di(2-ethylhexyl)phthalate), é um carcinogênico suspeito e mais de 90% são empregados somente para fazer produtos de PVC flexíveis, incluindo brinquedos infantis e mordedores. Desde 1999, a União Européia proibiu os ftalatos em brinquedos que são levados à boca das crianças abaixo de três anos de idade. ( NOSSO FUTURO ROUBADO, 2008).

    As alternativas:

    Os plásticos PP, PET e PP são os menos tóxicos, apesar de também envolverem substâncias perigosas, porém são facilmente recicláveis. Algumas tubulações elétricas e hidráulicas já vem sendo desenvolvidas com a reciclagem destes materiais, que são até mais baratos no mercado.

    Para a água quente nas edificações, as tubulações em cobre também podem ter problemas ambientais em sua fabricação, por isso indica-se o uso de tubulações Pex ou PPR.

    A tubulação Pex é produzida em Santa Catarina pela Climatex/HidroPex.

    A tubulação de PPR é fabricada pela Amanco.

    Tubulação Pex - os tubos são flexíveis e não é necessário o uso de conexões.

    Tubulação Pex - os tubos são flexíveis e não é necessário o uso de conexões.

    Tubulação para água quente da Amanco (PPR) - solução mais sustentável.

    Tubulação para água quente da Amanco (PPR) - solução mais sustentável.



    Tags: construção sustentável, Materiais poluentes, material reciclado
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    Obras EcoHabitat – mês de maio 2009 | segunda-feira, 1 junho, 2009

    As obras da casa modelo ecohabitat estão evoluindo. Agora a casa já está coberta e as paredes, num misto de alvenaria de cerêmica e blocos de solo-cimento, já estão levantadas. As telhas de material reciclado já estão no local à espera da execução do madeiramento do telhado em Cambará Rosa.

    Primeiro andar com paredes de solo-cimento

    Primeiro andar com paredes de solo-cimento

    Segundo andar com paredes de solo-cimento e execução dos brises em concreto armado

    Segundo andar com paredes de solo-cimento e execução dos brises em concreto armado

    Vista dos fundos da obra

    Vista dos fundos da obra

    Materiais sustentáveis na obra: telhas 100% de material reciclado e tijolos de solo-cimento

    Materiais sustentáveis na obra: telhas 100% de material reciclado e tijolos de solo-cimento

    Tags: material reciclado, Tijolos de solo-cimento
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    Obras Ecohabitat | quinta-feira, 2 abril, 2009

    Seguem mais fotos das obras da casa modelo Ecohabitat. A fundação e vigas de baldrame já foram feitas, assim como o contrapiso. Pode-se notar pela foto abaixo o aproveitamento da inclinação do terreno para gerar patamares para os ambientes da casa, o que evitou a movimentação de terra no local. O uso de blocos de cimento evitou o uso excessivo de concreto para preencher os desníveis.

    p4020306

    A partir de amanhã começarão os trabalhos de alvenaria, que serão em parte feitas com blocos cerâmicos comuns, de produção local; e em parte em tijolinhos de sol0-cimento da empresa Intijol (veja na sessão parceiros).

    Tijolos modulados de solo-cimento sobre viga de baldrame

    Tijolos modulados de solo-cimento sobre viga de baldrame

    Os tijolos se encaixam uns nos outros e o projeto foi adaptado para que não haja cortes e as medidas são proporcionais às do tijolo. A Intijol também fornece tijolos com cava para fazer vergas e contravergas, assim como meios tijolos para acabamento das paredes.Veja na figura abaixo:

    p4020303

    Tags: obras mais sustentáveis, racionalidade na construção, Tijolos de solo-cimento
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