Mais um projeto EcoHabitat em etapa de finalização!
Este é um projeto de residência, os espaços deveriam ser compactos, totalizando 177 metros quadrados construídos, além de ter baixo custo: usaremos muito OSB, tijolo à vista, madeira de reflorestamento, aproveitamento de água de chuva, entre outras estratégias.


O ano de 2010 se inicia! Nada como novas idéias inspiradoras para trazer um ar de renovação e de esperança no futuro da construção.
Este é um negócio da China! Apesar da grande poluição que o país gera com sua produção industrial desenfreada e, muitas vezes, desregrada, os chineses andam com algumas idéias para revolucionar as cidades. Na verdade esta idéia é desenvolvida pela China e por Singapura, outro gigante do mundo dos negócios.
Estas imagens são de um projeto de uma cidade totalmente sustentável, a ser construída do zero, chamada TianJin.
A cidade terá geração de energia própria, muitos telhados verdes e materiais ecológicos. Além de ser um centro empresarial de alto padrão, ela concentrará prestações de serviço na área da sustentabilidade.


Área residencial da cidade

Parque empresarial
Para conhecer este e mais projetos revolucionários veja o blog:
www.s-archetype.blogspot.com
Devido à quantidade de e-mails de pessoas interessadas em material reciclado que recebemos, este post é especialmente para divulgar a reciclagem.
Você sabia que:
- uma simples latinha de
refrigerante pode levar mais de 500 anos até se decompor na
natureza?
- 50 Kg de papel velho podem
salvar a vida de uma árvore que levou 40 anos para
crescer?
- 49% da energia
proveniente de fontes primárias no Brasil é Renovável?
Especialistas estimam que o
planeta não
sobreviverá por muito tempo no atual ritmo de desenvolvimento. Os
recursos naturais que pareciam ser inesgotáveis há alguns
anos, já demonstram sinais de esgotamento.
Paralelamente, o volume de lixo gerado aumenta a cada dia. Em
média, cada brasileiro produz 0,6Kg de lixo todos os dias. Isto
representa mais de 120 mil toneladas de lixo todos os dias. Os lixões
e aterros estão cada vez mais sem espaço, aumentando a
necessidade de um sistema de Reciclagem eficiente.
Você tem interesse em trabalhar com reciclagem?
Este é um campo que está se abrindo cada vez mais frente à quantidade de lixo que geramos e as possibilidades existentes de transformá-lo em algo útil.
Se você tem interesse em trabalhar com isso, de começar uma pequena recicladora ou pequena indústria de reciclagem, indicamos um curso on-line bem completo para você aprender as noções básicas desse ramo. Clique no banner abaixo e conheça:

Cursos On-line
A natureza é a nossa maior inspiração, nada melhor do que troncos de árvores para levantar nossos refúgios. Aqui estão algumas idéias lindas de como se pode usar este material natural para criar ambientes aconchegantes, “vivos”, harmônicos e belos.

Troncos seguram a estrutura de madeira nesta casa do arquiteto Mr. Gundersen

Critividade! O guarda-corpo do mezanino é a ramificação do tronco de sustentação!

A casa fica com espaços lúdicos!

No Brasil, a técnica do pau-a-pique faz uso do material natural.

Técnica do CobWood: tronquinhos de madeira estão no lugar dos blocos de alvenaria. A terra natural une os elementos.

Na decoração: que tal usar os restos de escoras da obra e fazer uma bela parede de tronquinhos?
Esta última idéia é linda, não? Aqui no Brasil podemos encontrar o material de revestimento em tronquinhos pronto. É fabricado pela Seivarte, uma placa de revestimento decorativo feita com bolachinhas de madeira cortados, o material é sustentável, pois a madeira vem da poda da macieira, seria jogada fora, mas agora vira este lindo revestimento.
Fizemos um lindo Ecobanheiro neste mês, que vai até participar do prêmio Deca Um Sonho de Banheiro. Vejas os princípios que utilizamos para este e copie as dicas:
- Água de lavatório, chuveiro e banheira passam por um tratamento para serem reutilizados do vaso sanitário;
- A tubulação de água quente e fria é de Pex, que é menos tóxico e não usa conexões;
- A água aquece por calor solar;
- A iluminação do banheiro é toda por Led e lâmpadas fluorescentes, gastando 60% menos energia;
- Os revestimentos de porcelanato são de fábrias locais (Portobello e Portinari), e tem produção limpa e eficiente;
- A bancada não é de granito, é de porcelanato (que tem maior aproveitamento de material e extração menos impactante);
- O vaso sanitário é com caixa acoplada Dual Flux, que gasta muito menos água;
- Os móveis são de MDF certificado pelo FSC.
Vejas as imagens do fotógrafo Gustavo Monteiro (Cachorro):


A primeira dúvida de nossos clientes que querem construir de forma mais sustententável é: mas e as paredes, vão ser de quê?
Realmente, as paredes, apesar de ser um item barato na obra, são o maior volume de material e definem muita coisa num projeto.
Para esta pergunta, temos várias respostas, aqui estão algumas sugestões mais sustentáveis para ajudar:
- Paredes de solo-cimento;
- Paredes de adobe;
- Paredes de pau a pique (já existem construções modernas lindas com essa antiga técnica);
- Parede de pedra;
- Parede de madeira certificada;
- Parede de tijolo de demolição;
- Parede de OSB (a Masisa fornece OSB com certificado de baixa emissão de formaldeído);
- Parede de chapas de madeira mineralizada Climatex;
- Parede de bambu;
- Parede de fardos de palha;
- Paredes do que a sua criatividade permitir!
Veja algumas soluções da Casa Modelo EcoHabitat:

Casa modelo Ecohabitat - paredes aparentes em tijolo de solo-cimento

Casa modelo EcoHabitat - parede divisória em chapas de madeira mineralizada Climatex
Você sabia que a pintura de nossas casas contribui para a poluição urbana?
Sim, as tintas imobiliárias a base de resinas e solventes emitem poluentes tóxicos, chamados COVs, ou compostos orgânicos voláteis, durante a vida útil da pintura. Ou seja, em ambientes mal ventilados, os COVs da pintura das paredes, tetos e móveis, junto com fumaça de cigarro e outras emissões, podem tornar o ar interno muito prejudicial à saúde.
Em edificações sustentáveis, pensamos em alternativas menos tóxicas. As soluções podem ser tanto o uso das antigas pinturas com cal, com argila, como tintas latex (que tem menos solvente), tintas e vernizes a base de água, tintas acrílicas “sem cheiro”.Para maiores informações, a ABRAFATI (associação brasileira dos fabricantes de tinta) pode passar uma lista dos fabricantes que possuem certificação ou produzem materiais mais sustentáveis para pintura.
Para diminuir as emissões na casa modelo EcoHabitat utilizamos:
- Pintura a base de cal nas paredes texturizadas internas;
- Pintura latex PVA em todas as outras paredes, na cor branca;
- Pintura ecológica Solum (comercializada pelo ECOCASA), feita somente com elementos naturais, para pintura externa da casa;
- Stain Osmocolor, cuja produção tem certificação verde pela Coatings Care;
- Resina acrílica a base de água, para impermeabilizar os tijolos de solo-cimento;
- Esmalte a base de água, para pintura branca das madeiras e esquadrias;

Parede em tijolo de solo cimento + reboco fino de cimento, areia e cal + pintura verde feita com cal, água, óleo de linhaça e pó xadrez

Aplicação da tinta ecológica na parede externa

Tinta ecológica Solum, feita com argila e elementos naturais

Casa modelo EcoHabitat com pinturas mais sustentáveis - quase pronta!
A obra da casa modelo está no último mês, etapa final!
Estamos construindo o tanque de tratamento de águas cinza e resolvemos passar algumas dicas:
As águas cinzas são aquelas provenientes dos chuveiros, lavatórios e máquina de lavar roupas, ou seja, o esgoto que não é muito “sujo”. Na casa modelo, esse esgoto receberá um tratamento para ser reutilizado nos vasos sanitários.
O tratamento corresponde em:
Tanque séptico + filtro com macrófitas (no esquema de zona de raízes).
As plantas macrófitas ajudam na limpeza da água, com suas raízes que absorvem muitas impurezas. A água sai com quase 99% de pureza, boa para ser reutilizada em vasos sanitários, torneiras de jardim, etc.

Esquema do tanque com macrófitas - tratamento por zona de raízes
Para diminuir o impacto da construção do tanque das macrófitas, as paredes serão feitas com o superadobe, ou terra ensacada. Sacos de farinha, que seriam jogados fora por padarias, foram recolhidos e preenchidos com terra do próprio terreno. Esse sistema construtivo é utilizado quando se necessita contenção de terra.

Construção do tanque para a zona de raízes.

Foto do sistema de tratamento de águas cinza em construção.
Dentro do tanque das macrófitas, será colocado uma manta de geomembrana, que impermeabilizará o tanque. Em volta dele será plantado grama, fazendo com que o sistema de tratamento seja inserido esteticamente no jardim de fundos da casa.
A água que sai do tanque vai para um reservatório inferior, para depois ser enviado para o reservatório superior, que atende os vasos sanitários. Para economia de água, os vasos ainda possuirão caixa acoplada com válvula de fluxo duplo, de 3 e 6 litros.

Vasos sanitários com descarga de 3 e 6 litros.
Aguarde nova postagem com o esquema de tratamento pronto!
Depois do grande boom no mercado imobiliário “verde” e do selos que garantem a sustentabilidade do empreendimento, chegou a vez do Brasil entrar neste ramo. O selo LEED é o que vinha sendo mais procurado por aqui e até recebeu uma versão local pelo GBC Brasil, mas agora já existem alguns selos autenticamente brasileiros:
Selo Casa Azul (Caixa Econômica)
No segundo semestre deste ano, o banco vai divulgar o Guia do Proponente, que orienta os interessados em se candidatar ao selo. O selo será dado a projetos de empreendimentos dentro de critérios sócio-ambientais que priorizam a economia de recursos naturais e as práticas sociais.
Esses critérios estão agrupados em seis categorias:
- Inserção urbana
- Projeto e conforto
- Eficiência energética
- Conservação de recursos materiais
- Uso racional da água
- Práticas sociais
No total são 46 condições a serem cumpridas. Como existem empreendimentos habitacionais que podem não atender todas elas, o banco criou a classificação desses projetos em ouro, prata e bronze. Quem atingir pelo menos 24 critérios já recebe o selo ouro. Se cumprir no mínimo 19 condições, a empresa ganha o selo prata. Para o bronze, é necessário cumprir ao menos 14 critérios.
Os outros selos também funcionam da mesma forma.

Selo Aqua
Inspirado no selo francês HQE, o AQUA – Alta Qualidade Ambiental foi desenvolvido pelos professores da Escola Politécnica e pode ser lido na íntegra no site da GEA Construction - Global Environmental Alliance for Construction.
O AQUA é o primeiro selo que levou em conta as especificidades do Brasil para elaborar seus 14 critérios – que avaliam a gestão ambiental das obras e as especificidades técnicas e arquitetônicas. São eles:
Eco-construção
- relação do edifício com o seu entorno
- escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos e
- canteiro de obras com baixo impacto ambiental.
Gestão
- da energia
- da água
- dos resíduos de uso e operação do edifício e
- manutenção: permanência do desempenho ambiental.
Conforto
- higrotérmico
- acústico
- visual e
- olfativo.
Saúde
- qualidade sanitária dos ambientes;
- do ar e
- da água.
Segundo o site da Sustentax, que garante materiais sustentáveis no Brasil, as vantagens das construções sustentáveis com selo é o valor agregado que estas possuem:
- Riscos ambientais reduzidos;
- Riscos sociais reduzidos;
- Risco de pós-construção reduzido;
- Melhor imagem junto ao mercado em expansão;
- Melhor imagem junto aos utilizadores e consumidores finais;
- Maior valor percebido do produto / serviço.
Indico 2 sites muito interessantes sobre sustentabilidade, que abordam questões sobre construções, materiais e arquitetura também:
www.vivagreen.com.br
www.meumundosustentável.com
Vale a pena visitar!